Há quem ainda pense que a tecnologia é “coisa de homem”. Apesar da área ter sido historicamente dominada por homens, a presença feminina no curso de Engenharia de Computação vem crescendo significativamente. Na FAINOR, as alunas vêm conquistando espaço e mostrando, na prática, que lugar de mulher também é na tecnologia.
A estudante Camila Ramos Gomes, do 7º semestre de Engenharia da Computação, destaca essa experiência. “No início, minha turma tinha cerca de 40 meninos e só umas cinco meninas. Hoje, em muitas matérias, sou a única mulher na sala. Pode ser intimidador em alguns momentos, mas é importante ter a firmeza de que aquele espaço também é nosso”.

Camila conta que a escolha pelo curso veio da afinidade com as áreas de exatas e do desejo de inovar. “É uma área que junta perfeitamente a minha facilidade com exatas e a vontade que eu tenho de criar e inovar. Na hora que entendi o que o curso envolvia, tive certeza de que era pra mim “, completa.
A vivência de Letycia Onzi, estudante do 2º semestre, também reforça essa realidade. Com interesse em tecnologia e vontade de entender o que acontece por trás dos sistemas, ela encontrou na Engenharia de Computação um caminho para explorar essas áreas. “Sempre gostei de lógica e queria entender o que acontece por trás das coisas, principalmente na área de cibersegurança”, explica.

Mesmo no início da graduação, ela já percebe os desafios. “Somos apenas duas mulheres na turma, então essa diferença fica bem evidente. No começo, isso gerou desconforto, mas com o tempo entendi que aquele espaço também é meu, porque é o que eu amo”, afirma.
Apesar das dificuldades, o apoio dentro da Instituição faz diferença. “Meus colegas de turma e meus professores sempre me apoiaram e fizeram questão de que eu me sentisse incluída. É um ambiente acadêmico onde me sinto muito acolhida e respeitada por todos, o que faz toda a diferença, destacou Camila. Letycia compartilha do mesmo sentimento. “ Na FAINOR, os professores são bem receptivos e ajudam bastante, e meus colegas também fazem muita diferença. Isso deixa tudo mais leve.”
Para as duas estudantes, a permanência no curso vai além das dificuldades. Está ligada ao propósito e à identificação com a área. “O que me faz continuar é o quanto eu amo o que estudo e as oportunidades que a tecnologia oferece”, afirma Camila. Já Letycia reforça: “ A tecnologia é o mundo, é o presente e o futuro. Saber que ela impacta diretamente a vida das pessoas é o que mais me motiva a continuar nessa área.”
A presença feminina na computação ainda é menor, mas cresce aos poucos. E, para quem pensa em seguir esse caminho, o recado é direto. “Não deixem a insegurança impedir. Nós somos capazes de construir coisas incríveis”, incentiva Camila. Letycia completa: “Se é o que você quer, vá e faça. A área também é nossa”.
Na FAINOR, esse movimento já está em andamento. E, aos poucos, a ideia de que computação tem gênero vai sendo substituída por uma realidade mais inclusiva: a de que a tecnologia é para todos.