Filmes, séries e documentários baseados em crimes reais têm conquistado cada vez mais espaço entre o público nos últimos anos. Esse interesse não é exatamente novo, mas ganhou força recentemente, principalmente com o crescimento dos podcasts de “true crime”. Mais recentemente, produções como a série Tremembé, lançada em outubro do ano passado, também chamaram atenção ao explorar histórias inspiradas em fatos reais.

O sucesso desse tipo de conteúdo também aparece nos números das plataformas de streaming. O filme “Elize: Sombras de uma Mulher”, que retrata o caso de Elize Matsunaga, ultrapassou fronteiras e se tornou um fenômeno internacional na Netflix. Segundo o Notícias da TV, em apenas uma semana, entre os dias 20 e 26 de julho, a produção alcançou 16,2 milhões de visualizações completas, ficando entre as mais assistidas da plataforma. O interesse vai além da curiosidade pelo crime em si e envolve a tentativa de entender o que leva alguém a cometer atos extremos. 

Nesse processo, a Psicologia ganha destaque, inclusive nos bastidores dessas produções. A atriz que interpretou Elize Matsunaga buscou acompanhamento terapêutico para construir a personagem e compreender sua trajetória antes do crime. Segundo relato em entrevista, houve um cuidado em separar a personagem da vida pessoal, ao mesmo tempo em que utilizava elementos próprios para dar profundidade ao papel. O acompanhamento profissional foi essencial para lidar com a intensidade da história.

Esse exemplo reforça a importância do psicólogo não apenas na vida cotidiana, mas também em contextos mais complexos e emocionalmente exigentes. O trabalho desse profissional ajuda a compreender comportamentos, emoções e limites, sendo fundamental tanto para quem vivencia situações difíceis quanto para quem precisa interpretá-las.

Mas afinal, por que o público se interessa tanto por histórias de crimes reais? De acordo com especialistas, a resposta está na curiosidade sobre a mente humana e no instinto de sobrevivência. A neuropsicanalista Priscila Gasparini Fernandes, em entrevista ao IstoÉ, explica que esse interesse é natural. Segundo ela, o consumo de true crime está ligado à vontade de entender, prever e até “resolver” os casos, como se o espectador participasse da investigação. 

Ao acompanhar uma história e tentar ligar os pontos, o indivíduo experimenta prazer, como se estivesse solucionando um desafio. Mesmo em um cenário de crises sociais e exposição constante à violência, esse tipo de conteúdo não necessariamente agrava a saúde mental, desde que consumido com equilíbrio. Ainda assim, o acompanhamento psicológico pode ser essencial para lidar com emoções despertadas por essas narrativas.

Na FAINOR, o curso de Psicologia prepara profissionais para compreender justamente esses comportamentos e fenômenos que envolvem a mente humana. A instituição também conta com o Núcleo de Psicologia, que oferece atendimentos gratuitos à comunidade, reforçando o cuidado com o bem-estar emocional. Para quem se interessa por entender o que está por trás das histórias que tanto chamam atenção, a Psicologia pode ser o caminho ideal para transformar curiosidade em conhecimento e atuação profissional.

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